sábado, 6 de abril de 2019

Livros lidos: A Biblioteca Invisível (série)


Eu deixei de fazer a analise desse livro quando eu terminei de ler o terceiro da série por que, foi muito sofrido. Eu pretendia comprar os cinco livros, por que eu acho as capas bonitas e a estória é ok. Mas eu estava lendo o terceiro livro, A Página em Chamas e pensando o que diabos eu estava fazendo? A narrativa é arrastada, os personagens não são interessantes, e tem vários, a trama não empolga e algumas passagens do livro são até infantis. No momento eu estou escrevendo a minha estória e enquanto eu estava lendo isso eu deixava de lado, por que pra mim estava mais interessante escrever do que ler. E isso é muito frustrante.

Essa série nunca me pegou de verdade. O primeiro livro, A Biblioteca Invisível, achei passível. Nada extraordinário, mas ao menos algo que eu podia passar o tempo. O segundo, A Cidade das Mascaras, tinha um pano de fundo interessante que envolvia um sequestro e a exploração de outros mundos alternativos, mas sem nada muito significativo. Mas ainda me deu vontade de ler o seguinte. Então eu li o seguinte, e estava extremamente impaciente. Eu não gostava de nada dessa série além das capas, então porque eu continuava comprando? Se for pra ter um livro bonito na estante sem gostar do conteúdo, então é só eu comprar aqueles diários bonitos da Aliexpress.

Na trama, acompanhamos a espiã bibliotecária Irene, que trabalha para um biblioteca que fica no meio de vários mundos diferentes e ela precisa viajar a esses mundo coletando livros. Isso envolve ela se disfarçar, infiltrar lugares e roubar livros. Uma premissa interessante, mas que não é bem explorada por que tudo acontece muito rápido. Ela mal chega a um lugar, mal conhecemos personagens novos, e já estamos em outro lugar conhecendo outros personagens. Esse seria um livro que seria lindo se virasse filme, pois é mais fácil imaginar como esses mundo alternativos são diferentes e mágicos, por que do jeito que a narrativa é conduzida, vemos esse mundo como se estivéssemos dentro de um carro em movimento, apenas olhando a cidade pela janela.

Irene também não é uma boa espiã. A essência de todo espião é jamais ser detectado. Jamais ser descoberto. E Irene está constantemente em situações que ela acaba dizendo pra quem trabalha, o que está fazendo, e acaba deixando um rastro dos seus atos por onde vai. Tem um momento do terceiro livro em especial que me incomodou muito, onde ela estava junto com seu ajudante prestes a entrar em um mundo alternativo e se deteve por que da ultima vez que usava aquela passagem, havia uma armadilha, então seria provável que haveria outra. O parceiro sugere que eles tomem um outro caminho mais longo e seguro, e ao invés de tomar o caminho que os vilões não estavam esperando, ela decide ir por aquele ali mesmo, só tomando mais cuidado, por que eles não podem perder tempo. Primeiro que se você sabe que está caindo em uma armadilha é bem provável que acabe se machucando e o tempo que você quis economizar você vai gastar se curando dos ferimentos, ou vai se machucar o bastante pra te atrapalhar depois. Se você ia tomar esse mesmo caminho de qualquer forma, porque sugerir outro?

E ainda nessa questão de não perder tempo pra completar a missão, isso é uma falacia, por que você encontra o vilão de que estava atras esperando por você. O roteiro pedia que a gente sentisse urgência nessa situação, mas a gente não sente a tensão de perder o seu alvo, se ele aparece esperando por você. E esse é só um dos vários detalhesinhos que me tiraram da trama, por que as soluções que o roteiro tira pra um problema beiram o infantil. Não era o tipo de solução que uma mulher adulta pensaria. E Irene é uma mulher adulta.

Mas de longe o maior problema da série são os personagens. Você não consegue engrenar uma história se os seus personagens não convencem, não importa o quão boa ela seja. E eu não consegui me importar com um único personagem nessa estória. A protagonista sofre de auto rebaixamento, onde ela está constantemente se comparando com a colega de espionagem que é mais bonita e melhor vestida do que ela, ou o parceiro de investigação que ficaria bonito até mesmo vestindo um saco de batata. E a relação dela com os outros personagens também não convencem. As vezes somos apresentados a um interesse amoroso, por parte dela ou por parte do outro, mas logo que é apresentado isso é jogado de lado, e não mencionado mais tarde como uma coisa que aconteceu, ou que ela precise superar. É apenas ignorado, até ela reparar em como ela e fulano estavam próximos. Tire esses flertes ocasionais, e a história não sentirá falta disso. Não é como se essas paqueras servissem para aprofundar a relação entre os personagens e consolidar uma admiração entre eles, por que não é. É raso e desnecessário.

Eu até que avancei muito pra uma série que eu achava mediana pra menos, mas continuo achando as capas muito bonitas. E o formato um pouco menor dá aos livros o fator "fofinho" por que é pequenininho... e é isso. Série muito fraca, não recomendo.

Temporada de Primavera. O que eu vou assistir


Eu to morrendo de ódio porque eu estava fazendo uma arte legal pra imagem dessa temporada, com os animes que eu escolhi e tal, mas acabei fazendo um erro irreversível na minha edição e acabei fazendo essa montagem tosca só por raiva. MAS ENFIM.

Em janeiro eu selecionei os animes que eu assistiria na temporada e sabem, acompanhar as temporadas anuais de anime é uma coisa que eu nunca fiz. Geralmente eu assistia o que eu via que tava fazendo sucesso se me chamasse a atenção, ou as vezes era minha que me falava: "assiste esse anime aqui". Foi assim com Mob Psycho e Boku no Hero Academia veja só vocês. Então pela primeira vez, eu estou de olho no que está saindo a cada estação. Olha que engraçado. Mas vamos à lista certo?

Shingeki No Kyojin Season 3 Part 2

Jesus que nome desnecessário. Vou admitir algo, snk não me chama mais tanta a atenção quanto antigamente. Depois de refletir muito, foi pelo motivos que eu expliquei aqui, e cada vez que sai um capitulo eu estou gostando menos do rumo que ele está tomando. Mas, a animação do estudio Wit é sempre bonita, temos boas cenas de ação, e a fase que vai ser animada agora ainda é uma fase que eu goste, então vou assistir é claro.

Bungou Stray Dogs season 3

Tenho uma amiga que gosta desse anime mais do que eu, mas ao menos nós sofremos juntas com o joguinho dele pra celular. E esse também foi um anime que eu peguei porque ela disse pra eu assistir, ASSIM como mob e BNHA. Tem personagens legais, boas cenas de ação e parece que essa é uma fase bem legal.

Fruits Basket 2019

Esse anime é um marco pra mim. um dos primeiros animes (e shoujo) que eu assisti na ilegalidade. Gostei muito do primeiro anime, embora ele não tenha adaptado o mangá até o fim e sem a chance de comprar o mangá na época e me contentando com scans em qualidade ruim, eu estou mais do que feliz por terem decidido fazer um Fruits Basket Brotherhood, com supervisão da autora e adaptando o mangá até o fim. O primeiro episódio saiu hoje mesmo e gostei bastante do que eu vi. Me deu uma saudade danada. Também estou muito ansiosa pra comprar o relançamento da JBC.

Kimetsu no Yaiba

Esse é mais uma curiosidade aleatória do que interesse de fato. A animação parece bem estilosa, e eu não sei nada sobre a trama, além de ter youkais no meio. Shounenzinho padrão, mas talvez tenha algo interessante nele.

Senryuu Shoujo

Esse é outro que eu tenho uma leve curiosidade sem ter interesse genuíno. Temos a historia de uma menina que não fala, e se comunica apenas por poemas e ela vai fazer amizade com um delinquente da escola. Essa é um clichê que eu tenho uma certa quedinha, não vou mentir. A menina fofa e o desajustado. Parece ser simpático e talvez eu assista como um entretenimento leve e descompromissado.

Cinderella Nine

Esse é um titulo que é mais provável que eu não veja do que os outros que só tenho leve curiosidade. Por um lado, animes de esporte com elenco feminino me interessa bastante, mas eu sempre tenho esse receio que seja apenas um moe fan service abobalhado. Animes de esporte são uma via de mão dupla pra mim. Quando o elenco é feminino eu tenho receio do apelo ao male gaze que ele possa ter, e quando o elenco é masculino corre o risco de ter o female gaze, que eu também não gosto. Estou a procura de um Slam Dunk, sem drama e romance bobo, apenas os caras jogando basquete. E me prendendo MUITO só com isso. Talvez eu dê uma chance a esse quando eu estiver no ócio. A protagonista ao menos parece simpática.


Esta lista ficou mais longa do que eu esperava. Acho que é pra compensar a temporada de verão, que só tem literalmente DOIS animes que estou interessada, bem levemente ainda.

sexta-feira, 5 de abril de 2019

The Promised Neverland acabou. E aí?


Woof... esse daqui foi uma montanha russa de emoções. Tem getne que acha essa obra muito boa, enquanto tem gente que acha que ela tente ser mais inteligente do que é realmente. Na minha opinião ele é competente no que ele se propõe a fazer. Mas o problema de Neverland acaba sendo o mesmo de Atack On Titan. Somos apresentados a personagens que não sabem como é o mundo lá fora que precisam escapar do lugar onde vivem. Nisso, temos uma grande teia de mistérios envolvendo o que aconteceu com o "mundo lá fora". Então somos apresentados de fato ao mundo exterior, e agora temos uma história completamente diferente do que nos foi prometido. A trama de mistério dá alugar a, no caso de Atack on Titan tramas politicas envolvendo religião e o governo, e no caso de Neverland, trama de sobrevivência. Tendo duas histórias diferentes no mesmo mangá, é natural que as pessoas não gostem da "segunda fase". Eu mesma não estava gostando muito da trama depois deles escaparem da casa até que engrenasse de novo.

Mas e quanto ao anime? Ele teve seus altos e baixos. A começar que a primeira temporada teve apenas treze episódios, o que acarretou em algumas rushadas em alguns detalhes que eu achava essenciais para manter o clima de suspense e estratégia. Mas ele cai num buraco de produção comum. Se em Mob nós temos diversas técnicas de animação diferentes usadas para dar enfase na narrativa, a produção de Neverland apenas coloca cores e movimento nas páginas do mangá, que ao meu ver, não faz jus à obra. Eu comentei em algum momento em como eu acho fascinante o mangá, com apenas tinta preta e papel conseguir dar a sensação de movimentação de câmera, movimentação de personagens, velocidade, slow motion e vários outros recursos cinematográficos. Mas quando temos a animação, tudo parece mais parado, mais rígido e menos vivo.

O mangá de Neverland tem uma arte bem esquisita, e isso nos dá alguns rostos bem caricatos, movimentações bem expressivas e ângulos diferenciados que que poderiam ter sido usados durante a animação. Seriam ângulos que a Bones faria. Mas no anime em si temos muitos diálogos em locais fechados sem nada muito interessante acontecendo, e pra mim, isso tira um pouco da emoção e suspense da trama. Eu comecei a ler o mangá pela internet e me surpreendi em vários momentos. Anos depois eu comprei o mangá publicado da Panini, e eu ainda tive algumas surpresas, eu ainda me senti um pouco da tensão que eu senti quando eu li pela primeira vez. Com o anime, eu não tive isso. Foram pouquíssimos momentos que eu senti o que o anime queria que eu sentisse, e na maior parte do tempo achei ele apenas arrastado. Sem mencionar que as vezes eles fazem um uso do 3D que não casa bem com o resto.

MAS, eu fiquei bem satisfeita com o ultimo episódio. Teve outros episódios que eu achei bons é claro, o episódio 13 me trouxe a tensão e sentimento que o mangá me passou. Teve uma boa direção de arte, teve uma boa montagem e entregou momentos emocionantes. Quase chorei internamente.

Espero que a próxima temporada tenha mais episódios para adaptar o mangá com mais calma, e espero que a próxima saga não seja tão "ruim" quanto eu me lembro.

Mob acabou. Conclusão final


A temporada de primavera chegou e eu esqueci completamente que eu pretendia fazer análises dos animes da temporada de inverno que eu estava assistindo. Temos dois dos três animes que acabaram então vamos lá.

Primeiro, eu preciso dizer que Mob Psycho 100 não me chamou a atenção de imediato. Eu comecei o anime com uma sensação de "ah, isso é legal" alguns pontos me chamaram a atenção ao longo da trama e terminei pensando "uau isso foi muito bom". Eu cheguei nele com um certo preconceito porque ele também é obra no ONE de One Punch Man, um anime que nunca me prendeu. Devo ter assistido até a metade e eu simplesmente deixei pra lá, não sentindo que eu precisava ver o resto. E embora tenha sido essa a minha impressão inicial com Mob, ao longo do anime, e depois que ele terminou, ele me deu coisas pra pensar. Não só como a animação era estupenda, mas como os conflitos pessoais espelhavam conflitos pessoais do mundo real, especialmente em relação a eu mesma. Logo, era natural que eu estivesse mais do que animada para a segunda temporada, e ela não me decepcionou.

A animação estava fantástica como sempre e eu achei muito bom como ao longo da trama, não só exploramos mais dos conflitos do Shigeo Kageyama, mas como de vários personagens também. Acho que o momento que Mob mais brilha é justamente quando ele está lidando com os sentimentos das pessoas e como cada um lida com eles. Ver o estúdio Bones usando tudo e mais um pouco de criatividade pra fazer ângulos malucos em batalhas surreais é incrível. Mas quando Mob começa a lidar com o que ele sente e ver as pessoas ao redor dele o encorajar para vencer uma maratona é impagável.

É esse sentimento de conteúdo que pode ser levado pra frente é o que sustenta uma obra desse tipo, especialmente se estivermos levando em conta o mangá, com seu estilo de desenho rascunhado. Afinal, uma boa história pode salvar um desenho ruim, mas um desenho bonito não pode salvar um roteiro ruim. Foi esse sentimento que me fez querer comprar o mangá, pra valorizar o seu interior, mas a Panini não colabora e me obriga a fazer um boicote. E não dá pra simplesmente esperar os volumes entrarem em promoção porque vocês sabem como é a Panini, as edições esgotam e depois aparecem super inflacionadas, mas enfim.

Agora, a segunda temporada acabou sem abordar todo o mangá, deixando ao menos dois arcos de fora, e isso é muito triste. São dois arcos que tem muito o que dizer, sem mencionar que a temporada acabou bem mais inconclusiva do que a primeira, sabendo que não teremos uma terceira temporada. No momento que estou escrevendo isso, foi anunciado um OVA, não sei pra quando, nem sei sobre o que. Mas espero que pegue bons momentos do que deixou pra trás, que tem momentos muito bons e emocionantes.

Mob Psycho é um anime simples e ainda assim tão completo. Se não te pegou de inicio, dê uma segunda chance, que talvez ele te convença. Ele possui um estilo único de animação e trilha sonora, os produtores deram 100% nele, e foi uma obra que deixou uma grande marca em mim, e um pequeno calor no meu coração. Provavelmente em questão técnica e emotiva, pode vir a ser o meu anime favorito.

terça-feira, 26 de março de 2019

Comentando Capitã Marvel


Eu tenho duas formas de classificar um filme da Marvel: "tão bom quanto mas não melhor que Capitão América 2" e "pior que Capitão America 2". Eu faço isso pois soldado Invernal foi o primeiro filme do MCU que eu assisti e ele me impressionou a tal ponto que eu pensei "UAU olha o filmaço que eu to perdendo". Desde então eu espero o mesmo tipo de emoção quando eu vou assistir a um filme da Marvel nos cinemas. Pantera Negra chegou perto, mas não o ultrapassou. Homem de Ferro achei muito bom, mas é mais um filme confortável que brilhante. Guerra Civil e Guerra Infinita chegaram menos perto, não causando a mesma impressão, mas ainda causando uma boa impressão. Logo, todos os outros filmes pra mim se encaixam na segunda categoria. Vingadores 1 e 2 é um tanto quanto abobalhado e falho. Eu não acho Guardiões da Galáxia essa Coca-Cola toda. Dr Estranho é Homem de Ferro com o Dr House e poderes mágicos. E os filmes do Thor são esquecíveis como um filme da Sessão da Tarde.

Com a maior parte dos filmes da Marvel mão me impressionando tanto, eu fui ver Capitã Marvel com expectativas baixas, ciente de todas as repercussões negativas então eu tive uma boa experiência com o filme. Até um certo ponto. O problema desse filme é que ele realça todos os problemas que eu tenho com filmes da Marvel. O senso de humor exagerado e fora de hora, não faz com que eu tenha um real senso de perigo e urgência, e desde Guardiões da Galáxia eu sinto que os produtores tem essa necessidade de transformar o filme em uma jukebox, colocando músicas que não casam bem as algumas situações, mas eles acham que isso faz a cena ser legal, porque música é legal. Teve um momento bem infeliz durante uma batalha na espaço nave onde toca uma música pop qualquer, que não deixou a cena divertida ou inventiva, a canção em si não é muito marcante, e diminuiu a importância do momento. Me tirou da situação tanto a musica estranha durante a batalha entre Goku e Vegeta vs Brolly.

E o filme é um tanto quanto cansativo, metade dele e eu já estava impaciente de que ele acabasse logo. Especialmente quando houve uma quebra de expectativas em torno dos vilões, o mesmo que vemos com Hans em Frozen. Passamos metade do filme acreditando que o vilão é alguém pra depois ser revelado que era outro. Esse é um tipo de twist que não funciona pra mim que como já falei em algum outro momento, passamos metade de um filme conhecendo uma pessoa, pra de repente, nós somos apresentadas a uma outra pessoa completamente diferente. Os Skrull desde o inicio do filme são retratados como os vilões super do mal, e no momento em que vemos que eles não são tão do mal, está todo mundo se dando bem e tomando chá. No final, a gente tem o mesmo problema de Homem Aranha 3 onde temos três vilões mal trabalhados, os Skrull, os Kree e o cara azul dos Guardiões da Galaxia, que eu não me importo.

Achei a atuação da Brie Lasrson boa o bastante para a personagem. Admito que quando anunciaram que iam fazer um filme da Capitã Marvel, eu não dei muita bola, porque eu não ligava pra personagem, e porque íamos ter o filme da Mulher Maravilha, e achava a competição injusta. Mulher Maravilha foi um bom filme, que entregou bons momentos e boas mensagens, que foi estragado por um final falho, enquanto Capitã Marvel, não entrega muita coisa. Eu também torci o nariz quando anunciaram que a triz que a faria era a ex-namorado do Scott Pilgrim, mas a achei competente, embora não tenha como se destacar com uma personagem e filme já pagados.

E eu não vou nem me estender no problema da linha do tempo com o Tesseract, ou como o Nick Fury perdeu o olho, que foi bem desnecessária. Talvez deixar como um mistério fosse mais interessante. Eu não ligo que seja um gato alienígena, o ataque veio do nada e não adicionou nada ao personagem.

No final, Capitã Marvel é um filme mediano, o que pra não significa muita coisa, já que a competição não é grande. Esse filme só serviu pra explicar como ela se encontraria com os Vingadores, quando foi prometido uma batalha intergalática épica.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Comentando Rosa de Versalhes da JBC


Rosa de Versalhes deve ser de fato um dos lançamentos mais importantes nos ultimos anos. Esse veio a se tornar um dos titulos mais influentes para o japão, e e trouxe todo um molde para o shoujo mangá. E uma obra dessa magnitude ganhou aquela capa horrorosa que todos sabemos.

E para surpresa de ninguém, eu gostei muito de ler a obra pela primeira vez, que possui uma narrativa e linguagem bem moderna para a época, e tem uma leitura fluida. No começo é um pouco estranho ver o traço da autora, pois hoje em dia, os rostos de dramaticidade peculiar viraram um meme na midia dos mangás, junto com o rosto másculo de Jojo, e aquela expressão facial, daquele yaoi, que eu não lembro o nome mas você sabe de qual eu estou falando. Mas isso não tira o valor da arte de forma alguma, que harmoniza muito a simplicidade e riqueza de detalhes do traço da autora.

Por enquanto eu li apenas o primeiro volume, onde temos mais foco na Maria Antonietta, desde o seu começo como delfina da França, até os primeiros anos como Rainha. Oscar, uma mulher criada desde criança como um homem, para herdar o posto de guarda real do seu pai, atua nesse primeiro volume, mais como coadjuvante, depositando boas esperanças na futura líder francesa, mas também preocupada com o destino do seu país.

A narrativa é bem fluida, e os personagens, bem carismáticos. Ryoko Ikeda faz um bom trabalho retratando os costumes da corte na época, e retratando bem como a França estava em frangalhos naquela época. Deve ser uma boa leitura para aficcionados por história. E a narrativa e diagramação é tão simples, que também considero esse um bom mangá para não iniciados nessa midia, por isso se você não tem o costume de ler mangás, ou tem um amigo ao qual gostaria de apresentar esse tipo de quadrinho pra ele, Rosa de Versalhes pode ser uma boa recomendação.

A JBC está lançando o mangpa em formato big, que contará com 5 volumes, com 408 páginas cada, custando 54,90.

História 9/10 Arte da capa 3/10

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Como Treinar o Seu Dragão termina morno a sua trilogia


Deve ser duro para a Dreamworks dar adeus às suas franquias mais populares e rentáveis. Não foi feito um bom filme de Shrek desde o segundo, Kung Fu Panda acabou, e agora chegou a vez de Como Treinar o Seu Dragão. E eu acho que a franquia não teve o final que ela merece.

Berk está sofrendo com uma super população draconiana e embora os vikings não os vejam como uma ameaça ou um incomodo, é visível como tem ficado complicado até para o Banguela controlar os dragões, agora que é o dragão alfa. Soluço tem passado boa parte do seu tempo como chefe de Berk, desbravando os mares em busca de dragões o qual possa libertar. E isso acaba atraindo a atenção do vilão da história, um matador de dragões, cujo nome eu não me lembro, e não vou pesquisar no Google porque quero deixar evidente o quão irrelevante ele é.

Eu comecei o filme com a impressão que ele tem um tom bem mais infantil e bobinho do que os seus antecessores. A primeira metade dele, é focada nos encontrinhos românticos entre Banguela e uma nova fúria da noite, e o comportamento dele em volta da fêmea, serve de certa forma como um espelho pro casal protagonista, Astrid e Soluço. É sugerido que eles deviam se casar, e isso dá inicio a uma série da gags ao longo do filme. As coisas ficam desconfortáveis entre os dois. Eles não querem se casar, porque não acham que estão preparados, mas o filme tem vários momentos onde Astrid é colocada como uma peça complementar ao seu líder. Como se Soluço não fosse um líder completo se ele não tiver alguém ao seu lado, oficialmente. Eu queria que isso fosse tratado com mais naturalidade, ao invés de forcarem a ideia que o relacionamento entre os dois é algo a ser trabalhado. Não tem. Eles tem uma boa química, apesar das diferenças. Após o compromisso, eles não entram em conflito de casalzinho, como o caminho mais fácil que é tomado nesses casos. Eles tem um bom relacionamento, que não é forçado demais, mas não é escondido demais a ponto de não parecer ter uma real afeição ali. Talvez se o filme tivesse começado com o casamento entre os dois, e ambos lidando com o papel de lideres, teria sido melhor.

E com Banguela arrumando uma namorada, surge no ar a ideia de que uma despedida chegará em breve. O dragão precisa da sua independência para voar livremente sem a ajuda e Soluço, e viver como um animal selvagem que é, uma vez que Berk, estar lotada de dragões, serve como alvo para inimigos. Mas o tema de "dar adeus a aqueles que amamos", colocado em enfase com flashbacks de Estoico, não é trabalhado adequadamente, pois há vários outros temas sendo trabalhados juntos. A ideia de casamento entre Astrid e Soluço, a ideia da ordem natural das coisas imposta pelo vilão, Banguela exercendo seu papel como alfa, a liderança de Soluço sendo questionável , a equipe do Soluço aprendendo a trabalhar em equipe. Tudo isso é abordado, mais alguns tem mais destaque que outros, o que torna muitos temas descartáveis.

Então temos o vilão do filme. Acho que vilões não são o ponto forte dessa franquia. A ameaça do primeiro filme era o dragão alfa que obrigava os outros dragões a saquear Berk, mas o vilão do filme não era ele, era o próprio preconceito dos vikings em relação ao dragões que acabavam colocando eles em perigo. Era o medo da mudança, de pensar diferente. O segundo filme trouxe um vilão genérico. Ameaçador sim, mas genérico. Drago era apenas um brucutu que acreditava que só se podia conquistar as coisas através da violência e força bruta, ao invés do dialogo sensato, o que batia de frente com Soluço que era era tido como um pacificador. O desafio dele era aprender que nem tudo pode ser resolvido pacificamente, e o confronto com Drago teve consequências graves e ele teve que achar um jeito de dar a volta por cima. Nesse filme temos o matador de dragões, que é só uma versão menos interessante do Drago, pois ele tem a sua própria forma de controlar os dragões, com a diferença que ele usa isso para matar outros dragões. Ele tem um tom maquiavélico e calculista, do tipo que aprecia a caçada, mas tem objetivos rasos. Ele mata dragões porque sim. Essa é a ordem natural das coisas, já que humanos são a especie superior. Baseado na história dele do por quê ele mata dragões, acho que poderia ser interpretado como o que o soluço poderia se tornar, se ele tivesse matado Banguela quando teve a chance, mas nem isso é aproveitado como poderia. É só uma ideia jogada ali, se pegou pegou, se não pegou perdeu. Apesar disso, eu realmente estava esperando algo maior vindo dele. No começo do filme ele é visto como uma ameaça terrível, a ponto do povo de Berk deixar a sua ilha, mas no final, ele e a sua frota de navios, é facilmente derrotada, contando apenas com o bando do Soluço. Eles realmente poderiam colocar toda Berk lutando para defender os seus dragões, numa batalha épica em alto mar, pois eles são vikings pelo amor de Odin, mas não, um grupo de sete jovens adultos dá conta do recado. Uma batalha nessas proporções até poderia evidenciar mais o perigo que dragões correm ao viver entre humanos, mas como é um filme infantil, eles devem ter optado pela opção mais fácil e feliz, a fim de não traumatizar as crianças penso eu.

E eu preciso falar do elenco de apoio do filme. Esse é outro ponto fraco da franquia, pois ela foi sempre muito focado em quais personagens são importantes para a trama. No primeiro tivemos Estoico e Astrid, e ambos de alguma forma entravam em conflito com Soluço e a sua relação com Banguela. No segundo, além desses, conhecemos a Valka e cada um tem conflitos que se chocam para resolver a ameaça atual. Mas o bando do Soluço sempre teve uma presença apagada, embora tiveram mais destaque no segundo filme. Aqui, eles são apenas alívios cômicos desnecessários. Cabeça-Dura só está ali para para dar dicas ao Soluço, Melequento serve apenas para dar a sua dose de situações desconfortáveis com a obsessão da vez (na primeira com uma queda pela AStrid, na segunda uma queda pela Cabeça-Quente) Valka, (?) na falta de outra mulher aleatória, e que ficava ambíguo se se tratava de uma interesse romântico (??) ou uma imagem maternal; Espinha de Peixe simplesmente está lá, para carregar um filhote, e Cabeça-Quente só está ali pra ser usada como plt device pro vilão achar o esconderijo do povo de Berk, o que não faz sentido. Ele sabia em que direção estavam indo, sabia que eles iam precisar parar em algum momento, tinha um mapa para se guiar, e tinha usado a Fúria da Luz para atrair Banguela pra longe. Mas só descobriu o paradeiro dos vikings após seguir a garota que havia sido feita prisioneira, depois que convenientemente fora deixada pra trás. E eu realmente não gosto como todos do bando são uns cabeças de vento. Talvez pra não tirar o foco no Soluço, que é o cara das ideias, e a Astrid, que é perfeita em tudo, mas o bando também poderia ter pessoas não tapadas que não servissem apenas como alivio cômico. Cabeça-Quente só se deixou ser seguida porque não pensa em nada além de si, e o conhecimento aprofundado em dragões de Espinha De Peixe nunca é explorado inteligentemente. Eles são descartáveis a maior parte do tempo, então pra que dar destaque pra eles?

Aí temos o clímax para um dos conflitos que foram abordado ao torno do filme. Os dragões precisam ir embora. Soluço e Astrid haviam encontrado um mundo de dragões escondido, e após a derrota do matador de dragões, é evidente que as criaturas se mudem pra lá, onde ficaram seguros. A despedida é tocante. Ou seria se tivesse sido devidamente trabalha ao longo de vários outros temas junto. E esse é um momento que foi completamente estragado pelo trailer. Há uma cena durante o combate contra o vilão, que Soluço está caindo dos céus, sem a esperança que Banguela viria para resgatá-lo. Essa seria uma cena tensa, se não tivesse visto no trailer que ele tem barba, então sim, ele vai ficar bem. E a despedida de todos os dragões seria tocante e emocionante, se a gente não tivesse visto no trailer que o Soluço aparece de barba, junto com o Banguela, então não, essa não é a ultima vez que eles vão se ver. Acredito que tenha terminado assim, para de novo, não dar um final amargo e traumatizar crianças. Após a despedida tocante, Astrid e Soluço se casam finamente, temos um time skip onde eles, junto com os filhos a procura de Banguela, ele próprio com seus filhotes e a essa altura eu já estava impaciente. A ultima vez que eu fiquei tão impaciente pra um filme acabar logo foi com Animais Fantásticos 2.

O filme não é ruim, longe disso. Mas ele se perde demais em vários temas que são abordados de forma tão rasa e descartados tão rápido quanto apareceram. As cenas de batalha são boas, Banguela e Furia da Luz tem momentos engraçadinhos, a animação está estupenda, sério. As cenas no céu são lindas, e quando Banguela estava desenhando na areia, ela parecia muito real. Mas eu esperava mais do filme. Ele não foi tão inteligente quanto o primeiro, e nem tão tocante quanto o segundo. Eu assisti o segundo filme quatro vezes e chorei três vezes, e aqui eu não senti nada. Não é um final que faça jus ao que a franquia conquistou.